domingo, 1 de maio de 2011


POESIA INDIANA – KALIDASA – A RONDA DAS ESTAÇÕES


 


KALIDASA -  viveu no sec.II antes de Cristo. ” Ritusandara “ é o título desse livro “A ronda das estações” poema que canta as diversas estações do ano na Índia. Traduzido por Lucio Cardoso.Coleção RubaiyT-1944-Livraria José Olympio Editora.


Como estamos entrando no Inverno, selecionei alguns poemas, mas a maioria
fala  de um amor tão apaixonado que fiquei em dúvida? O inverno pra mim não é propício ao amor! Coloquei os poemas mais neutros, vou no entanto escolher um que considero mais caliente.

A RONDA DAS ESTAÇÕES – O INVERNO  “Kalidasa”
Tempestade de neve em Kassel. Foto André Medeiros Costa


A água dos tanques arrebata os homens ao sonho do
amor, a água límpida, transparente, sulcada de pássaros,
pontilhada  de ninféias azuis e vermelhas e de çaivalas verdes.

                                 XXXXXX
Ao amanhecer, com um espelho na mão, um ritus sobre a face,
uma jovem mulher acompanha sobre os róseos lábios os ferimentos
que lhe fizeram os dentes do amante, o cruel amante que lhe bebeu a
alma pela boca!
                                   XXXXXXX

Ah! Que esta estação, companheira do frio, seja propícia aos
teus desejos! Possa ela te arrebatar a alma das mulheres pelas
suas paisagens recobertas por espessas searas de arroz e pelo
canto dos pássaros que pousam sobre a neve!
Ilustração da novela de Kalidasa "SHAKUNTÁLA"

                                         xxxxxxx

                                                PROJETO : 

OS 5 ELEMENTOS, O YOGA E A DANÇA MODERNA

DIREÇÃO  -  JUTILDE MEDEIROS
EXECUÇÃO  -  JUTILDE MEDEIROS, MARILIO GONZALES  E
                          EDMILSON  O. CRUZ
No hinduísmo considera-se 5 elementos essenciais que são a parte constitutiva dos corpos. Esse estudo tem como base escritos de Rene Guenon. Começando pelo: 
 AKASHA – ETER
VAYU – AR
TEJAS – FOGO
AP – ÁGUA
PRITVI – TERRA

Aguarde!!!
Workshops de Yoga e Dança Moderna , filmes, poesias, Satsanga, canto de mantras, celebrações, meditações...todas as modalidades serão trabalhadas em torno desse tema : Os 5 elementos.
Projeção em telão do filme
 "Primavera, verão, outono, inverno e primavera".

Trailer do filme:
Título original: (Bom Yeorum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom)
Em português: Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera
Lançamento: 2003 (Coréia do Sul)
Direção: Kim Ki-Duk
Atores: Oh Yeong-Su, Kim Ki-Duk, Kim Young-Mim, Seo Jae-Kyeong.
Duração: 103 min
Lindissimo, ele relaciona as estações do ano com o amadurecimento do ser humano.

http://www.fonteclinica.com.br/





POR QUE VOCÊ REFLETE SOBRE A VIOLÊNCIA NO MUNDO?
POR QUE NÃO PENSAR NA VIOLÊNCIA QUE ESTÁ EM VOCÊ? “Iyengar”
"O CORPO É INDOLENTE, A MENTE É BRILHANTE E A ALMA É LUMINOSA" Iyengar

o Homem moderno esta cada vez mais desligado de  si mesmo, e consequentemente  afastado das pessoas mais caras de suas vidas. Vivemos uma vida cada vez mais exteriorizada e isolada. Somos especialistas em nos relacionarmos com máquinas, mas deficientes nas relações humanas.
 As pessoas estão vivendo com uma intensidade que parece que o mundo vai desmoronar amanhã, é muito provável que o mundo interno deste indivíduo esteja desmoronando de fato. Porque o homem e a mulher não estão contentes com os lugares que estão ocupando. Isto provoca um descontentamento e uma atitude depressiva e ansiosa, capaz de  colocá-los em
um processo de somatização, gerando um desequilíbrio de tal forma que dá a impressão de uma impotência  física, mental e espiritual.
O Yoga te ajuda a adquirir uma certa disciplina do corpo, mente, sentidos, inteligência e consciência, depois a pessoa tem de viver no mundo sem se envolver em seus próprios atos “Iyengar”

Edmilson Oliveira Cruz

O domínio dos Asanas ajuda você a liberar a MENTE DO CORPO "Iyengar"

IYENGAR

IYENGAR

                          http://www.fonteclinica.com.br/

sábado, 9 de abril de 2011

"QUANDO ACENDI O FÓSFORO UMA MARIPOSA BRANCA ATRAVESSOU A SOMBRA DA MÃO"(Takuboko)




Gosto dessa foto,tem um movimento incrível. Suelen estrela Dalva expandindo sua energia.
A direção do movimento, tem 3 vindo e apenas Larissa indo na direção contrária. A sala, o espaço. O desfoque. A luz. A temperatura. A sensação.
A frase do topo é de TAKUBOKO (Takuboko Ishikawa viveu na era Meiji, nasceu em 1885 e morreu em 1912, aos 27 anos de tuberculose).



                        
Rafael sem braço, o bambolê no fundo, Thais em contrações loucas. Atrás de Thais Marilio de roupa preta, parecendo um mongol. As cores, a luz, a linha do bambolê, Marilio de preto parece que responde ao arredondado do bambolê. Parábens Marcelo, tem fotos lindas.

                                                                
                                                      “Tristemente sozinha
                                                 entre a desarmonia insolúvel
                                         me irritei hoje novamente” (Takuboko)
.
    

                                                       Peguei o espelho
                                               E esgotei todas as caretas
                                        Quando cansei de chorar (Takuboko)



quarta-feira, 6 de abril de 2011

RESGATE DAS TRADIÇÕES

Sexta feira passada tivemos um encontro na Fonte Clínica  sobre o trabalho de René Guenon,  que na décade de 40 era considerado pelos indianos o único ocidental que realmente entendia de orientalismo. Esses encontros acontecerão uma vez por mês, sempre nas sextas feiras.
Abordamos o primeiro capítulo  do livro "Crise do Mundo Moderno", onde ele apresenta a confusão evidenciada desde a idade média criando uma distorsão de conceitos tradicionais e valores que hoje vemos generalizada em todos os povos e em todos os setores.
A cada encontro sentimo-nos mais fortalecidos, clareando nossas mentes e direcionando nossas energias e ações sem dispersão.
Essa foto vem a calhar, é silenciar a mente para poder ouvir o interior, poder absorver, mergulhar, tentar diferenciar agitação de ação.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O PROCESSO CONTINUA

Hoje  é terça feira, depois de tudo acabado vem a ressaca, minha ressaca foi hoje, até ontem ainda estava sob efeito da massarokahoje nem fui a escola, tirei o dia para descansar. Como a Diana falou, ela ficou o tempo todo com os olhos fechados, mas sentia o cheiro de algumas pessoas,  ela sabia que eu estava perto dela pelo cheiro, foi lindo.
                                     
Ela escolheu o Núcleo coordenado pelo Junior e o tema era a perda de algum dos sentidos, e  ficou o processo inteiro, quer dizer 4 dias de olhos fechados e no dia da finalização pintou uns olhos abertos em cima dos olhos fechados, meio vesgos. Muito doido, foi uma das que eu também mexi nos cabelos e no fim da apresentação a índia potiguar deitou no colinho dela. Foi muito bom
           

A Índia começa  de saia, depois ela tira a saia e fica de colant e começa a por os adereços, colar, pena, pulseira e pintura.
                                             
Nessa outra foto abaixo a índia já está de colant e Marilio pintando, e ele ficava falando uma língua muito estranha e a índia dizia  AÊ...........AÊ.........
                                             
                                                                              AÊ.............AÊ...............
                                             
Adoro essas fotos manchadas, não dá para identificar quem é quem, e o que está acontecendo
                                              
Aqui a índia tenta dialogar com Mariana um papo absurdo, não entendi nada do que ela falava, na frente Thais que ficou o tempo todo de olhos vendados e Rafael que só tinha um braço, depois também perdeu a audição e ficou cego, coitado, foram 3 personagens que trabalharam a perda de algum dos sentidos. Barbaro. Eu interagi com o Rafael também usando o colar, espero que tenha alguma foto, ele disse que se sentiu um animal. 
Esse ateliê ainda vai render  estórias. Gente maluca é assim..........rende.


domingo, 3 de abril de 2011

ACABOU-SE O QUE ERA DOCE

Só vou escrever as sensações que estou sentindo agora. Que abençoado é o sono, cheguei mui cansada, queria ficar para ver mais uma vez Pares e não consegui, comi e deitei às 20 hs, o corpo foi esfriando e o cansaço pintando quando acordei eram 23 hs, estava na sala e fui para o quarto, mas o corpo já tinha descansado, no entanto tinha ficado a sensação do resultado da apresentação, ele vibrava por todos os lados, não sei explicar, fazia tempo que não sentia isso, as dores no joelho passaram e a sensação de insatisfação também, nunca fico muito satisfeita com minhas apresentações, é crônico, sempre foi assim.
Curto mais o processo do que o resultado.
Gabriel e Janaína no espetáculo "Adeus corpo gentil, morada do meu desejo"

Claudia de Souza, diretora da Cia Danças

Foi lindo conviver com todos os participantes e conhecer os membros da CiaDanças principalmente o Gabriel e a Claudia, os 2 que tive mais contato, porque acabei ficando no núcleo que eles coordenaram.
Tudo foi uma troca de experiências, com uns mais intensas com outros menos, mas todas muito prazeirosas e enriquecedoras. Amanhã essas sensações todas diminuem e a mente começa a analisar mais friamente tudo que aconteceu, aí tenho condições de pensar melhor as coisas, agora tentarei dormir novamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Segundo e Terceiro dia do Atêlie

No segundo dia pesquisei bastante o círculo, simbologia muito presente na vida indígena, para mim ele apareceu de repente no segundo ensaio com a Edith, dessa vez pude experimentá-lo completamente, e através dele descobri a suavidade e introspecção da índia de INI, utilizei também um abano (leque) que comprei na lojinha da Funarte, em Brasília e um brinco de penas que eu tinha, esse dois objetos colocou a índia em contato com o resto dos participantes do Atêlie e me mostrou o tempo dessa índia através do vento, experimentando o vento me veio na memória o apito desenhado pelo Marcel(meu filho)no seu exame para a faculdade em Nuremberg. O apito que entra o vento de um lado e sai o som do outro.


Mas ontem, no terceiro dia ela se compôs quase que totalmente, pode ser que hoje, sabado, ela se modifique, mas nasceu a pintura do rosto, o cocar, o colar, ela ficou colorida e enlouqueceu, como acontece com todos os povos que perdem sua tradição. É uma índia louca, mas calma, em PAZ.
Ela fala mas sua voz não sai, ela só gesticulou muito a boca, ficou até parecendo um clow, isso só vou ter certeza na hora que ver as fotos e filmes que foram feitos, mas me senti clow. Depois me despertou muitas memórias.
Primeiro me lembrei dos Kadiwéus e dos desenhos que o Og Gil(meu filho) fez para os brincos em prata:




depois me lembrei da Arara que me cumprimentava todos os dias quando trabalhava na ACM em Osasco e carregava o Marcel(meu filho)na tartaruga, ele amarrado na frente do corpo, essa Arara sempre tem aparecido em algumas performances, acho que ela é uma exibicionista, mas linda, e todos adoram.
Em seguida lembrei muito do extermínio da tribo do Potiguares, que foi uma das primeiras tribos extintas no Brasil, devido a sua não aceitação a serem colonizados. Câmara Cascudo tem várias lendas a respeito da extinção dos potiguares e lembrei do enterro do meu pai,eu na frente do caixão com um incenso indiano aceso, os homens todos da aldeia ajudando a carregar o caixão e os animais(que ele tanto amava) todos se aproximando para assistir o cortejo, a igrejinha, minúscula na frente, parecia uma cena de filme do Glauber Rocha, pena que não tinha uma camêra para filmar.
E domingo será a apresentação do resultado desses quatro encontros dirigido pela Claudia de Souza que para mim está sendo uma linda descoberta. Ela e a sua companhia de danças. Agradeço a  Claudia por desenterrar em mim tantas memórias e por você ser o que você é, uma ótima diretora e sua Cia Danças é o máximo.
Beijos a todos. E VIVA A ARTE.